sábado, 29 de março de 2008

Por meu lado, a confusão que se seguiu ao ataque ao jazigo passou-me um bocadinho ao lado, estou a ter alguma dificuldade em ultrapassar a humilhação de ter sido disparada contra um jazigo... ainda por cima, de um poeta que se suicidou... que usou uma colega minha que não se negou no último instante. Não que tivesse tido alguma vantagem em negar-se, o poeta tinha vontade de morrer, se a colega tivesse encravado, provavelmente ele teria ido até à doca e atirava-se ao mar. Numa ilha destas, o problema não são faltas de alternativa para suicídios de sucesso.
Divago... sinto-me ansiosa e contrariada, e nem o meu gesto final de objecção de consciência me ajuda.
No fundo acho que tenho demasiada consciência. É o meu problema. Ou pelo menos, um deles.

2 comentários:

Maria das Mercês disse...

Rita, gostei da continuidade que deste à personagem Nikita!

Susana disse...

Boa prestação Rita! De volta à realidade depois do episódio reaccionário! ehehehehe
John, não te ofendas, eu sou mesmo assim desbocada, não é defeito, é feitio!