terça-feira, 22 de abril de 2008

Acordei, abri o estore e vi que estava a chover.
Primeiro pensei que não havia maneira de chegar a Primavera, logo a seguir refutei-me ao lembrar que na Primavera e no Verão também chove. Portanto, o meu problema não é de uma estação (mais ou menos prolongada), é de todo o ano. Chove todo o ano e faz sol todo o ano. Só varia um bocadinho a intensidade com que as duas coisas acontecem.
Perante esta contrariedade - e mesmo sem que conseguisse encontrar uma relação causa-efeito perfeita entre a chuva e as minhas opções de vida -, decidi não sair de casa, desligar o telefone, restringir aos meus movimentos ao mínimo, ficar a olhar a chuva a cair e planificar os próximos passos a dar.
Chateou-me um bocado o barulho de uma obra que está a acontecer noutro apartamento. A desvantagem de viver em prédio é que a pessoa não pode fingir que está num Convento de Carmelitas. Não que eu ache que a vida religiosa fosse uma boa alternativa para mim, especialmente porque gosto de vestir roupa de cor e custa-me a acordar cedo.
Sinto-me como um peru em véspera de Natal.

4 comentários:

Maria das Mercês disse...

Rita, estou super entusiasmada para continuar este conto! Gostei!

Judite Canha disse...

tb eu...
gostei muito do tom intimista...

Susana disse...

Também gostei do tom intimista, mas sobretudo das poucas pistas que deixas, agora depende da Maria sabermos mais coisas... Belo início, Rita!

johnsilva disse...

Foram duas longas horas de trabalho, mas a lâmina da catana ficou a resplandecer. Está pronta! Vou, então, arrumá-la no armário, porque esta semana não me apetece matar ninguém, embora tenha preparadas algumas sevícias para o vizinho que está a obrar.