sábado, 10 de maio de 2008

quatro, todas na mesma condição. Ela veio comigo… como poderia ter vindo qualquer outra. Eu sou um bom profissional. Tenho mulher dois filhos uma vida encantadora com tudo o que qualquer homem poderia ambicionar. No entanto, não pude deixar de o fazer. O seu perfil não mo permitiu. Feriu-me de um golpe mortal, que raio de expressão mais infeliz, mas foi isso. Acometeu-se-me uma dor como jamais tinha sentido, os músculos dilataram e o coração disparou. Quero agarrar-te, amar-te, salvar-te, ajudar-te. Queria não ter visto! Queria não ter vindo! Queria não ter saído no apeadeiro!, pensei. A desolação ao redor era para um dos últimos “yuppies”, uma comoção menor, uma lágrima de crocodilo. Mas a sombra das costelas, o vermelho dos lábios, a maceração por todo... arrepio-me. Estava a pensar nela, mas a pensar na minha mulher nos meus filhos. E, em como sair daquela situação. Eu, que em pequeno nunca jogava a avançado, não batia mas pregava rasteiras, tinha sido agora rasteirado sem piedade e não sabia se me levantava. Hoje ainda tenho dúvidas…enfim. Eu, que sempre tive a roupa no lugar certo e a cheirar a malva, estava, então, naquele fim de mundo, que dois dias antes fora apenas o local do meu último trabalho como exactor para O. LEX., a arrumar roupa a uma ….apenas uma de quatro. Já não estou ali mas nunca deixei de arrumar aquela roupa. Ainda hoje a vejo. Estendida na cama …. pela cadeira, um robe de cetim que uma vez vestira e uma vez despira. Não a esqueço. Acabava de a arrumar e quando fechava a última mala …

4 comentários:

Ricardo disse...

opáh! ninguém comenta o meu texto assim uma pessoa não consegue evoluir páh! bolas páh!

Veijos e Avraços
ric

Maria das Mercês disse...

Eu comento! Eu! Olha pra mim a comentar! Gostei... está a ficar perigoso!

johnsilva disse...

De facto, parece-me que algumas personagens começam a correr perigo de vida...

Susana disse...

Gostei bastante! Escreves muito fixe opáh!
;o)