quinta-feira, 8 de maio de 2008

As incessantes baforadas de ar condicionado invadiam o quarto, amenizando o calor que brotava dos raios de Sol que trespassavam as cortinas, iluminando-a. Repousava equidistante das quatros paredes que protegiam a volúpia das suas formas. Um veludo acetinado cobria as partes habitualmente afagadas por pele alheia. As costas largas proporcionavam um tacto religioso a quem as percorresse. Aos braços tinha sido emprestado o amor próprio de uma luxuriante devoção. Os pés desnudados eram testemunhas vivas de tudo quando ela suportara ao longo dos seus treze anos. Serena estava ali exposta aquela cadeira.

2 comentários:

Judite Fernandes disse...

enfim...
assim seja

johnsilva disse...

Parece que não gostaste da ideia de dissertar sobre uma cadeira. Para a próxima, escolho uma telha de fibrocimento.